As greves e os prejuízos

É inegável que os serviços prestados pela Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) são excelentes, há uma dedicação intensa dos
funcionários que trabalham na limpeza das ruas e na coleta de lixo, mas com um custo financeiro absurdo para os moradores de Florianópolis. O dia de paralisação da coleta convencional, na sexta-feira (17), custou R$ 86 mil aos cofres da autarquia.

A cada paralisação ou greve, o prejuízo é certo. Esse prejuízo é calculado diante do pagamento de horas extras para garis e motoristas que trabalham para compensar os roteiros que deixaram de ser cumpridos. É um problema recorrente da Comcap, que se tornou refém do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de
Florianópolis).

Nos últimos 12 meses, ocorreram 14 assembleias promovidas pelo sindicato. Em 2018, foram seis paralisações. No passado, duas. E 2020 começou com uma tentativa de greve e a greve de sexta-feira. É a banalização de um direito trabalhista adquirido. E que custa muito dinheiro ao contribuinte. Com orçamento de R$ 163 milhões, a Comcap, conforme o presidente Márcio Alves, vem reduzindo os gastos, mas ainda é deficitária. No ano passado, houve um pedido de aditivo de R$ 12 milhões.

Na coleta convencional, a autarquia arrecada R$ 93 milhões com taxa de lixo e gasta R$ 105 milhões. A média salarial é superior à iniciativa privada, e a carga horária, inferior à jornada de qualquer trabalhador. Um privilégio incompatível com os dias atuais. A gestão da Comcap é fruto da ingerência política na sua administração ao longo das últimas décadas. A Comcap tem solução. Mas exige coragem, compromisso e responsabilidade da administração municipal.

+

Editoriais

Editorial

O Brasil está virando um país de golpistas e fraudadores. Durante a pandemia, o número de golpes e f ...