As reformas e apoio popular

Em encontro com representantes da mobilização programada para o próximo dia 15, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez um apelo dramático à população nesta terça-feira (3). Ele quer apoio das ruas para a aprovação das reformas no Congresso Nacional. O governo tem pressa por dois motivos. O primeiro deles é conceitual: com razão, o Executivo entende que as reformas administrativa e tributária são fundamentais e que o Brasil não pode perder a chance de sair do atraso. A segunda razão, também absolutamente pertinente, tem relação com as eleições municipais, que tornam mais apertado o cronograma de votação pelos deputados federais e senadores. Pouca coisa será votada pelo Parlamento no segundo semestre, em plena campanha para as prefeituras e câmaras de vereadores. O recado do ministro é claro: o país tem uma chance imperdível de modernizar a legislação em áreas nevrálgicas para o desenvolvimento econômico. As normas em vigor dificultam a inovação, o empreendedorismo e, também, a longevidade das empresas. Acima de tudo, travam a criação de empregos, a geração de renda e uma melhor distribuição da riqueza. É uma página que precisa ser virada, com base em um debate consistente e que passe ao largo do confronto ideológico que acaba, muitas vezes, dominando o debate. O governo conta com a votação das duas reformas na primeira quinzena de julho. O cumprimento do calendário vai exigir, no entanto, uma combinação poderosa: empenho extra dos articulares políticos do Planalto e forte respaldo popular país afora.

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