Auxílio emergencial na crise da Covid-19

Cerca de 30,2 milhões de domicílios receberam algum auxílio emergencial relacionado à pandemia da Covid-19 no mês de julho, o equivalente a 44,1% do total de domicílios do país. Em junho, 43% dos lares estavam contemplados.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19) divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na sexta-feira.

O valor médio – como auxílio emergencial e o benefício emergencial de preservação do emprego e da renda – foi de R$ 896 por domicílio em julho diante R$ 885 em junho. Rio Grande do Sul (29,6%) e Santa Catarina (24,5%) ficaram entre os Estados com menos domicílios assistidos, proporcionalmente.

A pandemia do coronavírus evidenciou o abismo social brasileiro, com o aumento do desemprego nos últimos cinco meses. Mesmo considerando a capacidade de reação da economia – especialmente em unidades da federação com características notadamente empreededoras e com maior capacidade, como mostra a reportagem especial publicada neste fim de semana sobre o Estado de SC -, é fundamental que o poder público tenha uma política voltada à população mais vulnerável.

Intervenções estatais importantes em qualquer circunstância, com o objetivo de diminuir o fosso entre os mais pobres e os mais ricos, são ainda mais relevantes em períodos de calamidade como o vivenciado atualmente.

É uma discussão que extrapola qualquer polarização política que tende, aliás, a aumentar no país com a proximidade da escolha dos novos dirigentes municipais. A questão, no entanto, é estratégica para permitir que conduza a retomada sem que ocorra um caos social sem precedentes nas últimas décadas.

+

Editoriais