Avanços para amenizar as desigualdades

Os dados dos Indicadores Sociais de Moradia no Contexto Pré-Pandemia de Covid-19, divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram a vulnerabilidade de parte da população no acesso à água, em 2019.

Naquele ano, quase 38% dos brasileiros tinha alguma dificuldade de alcance à água, essencial à vida. Água encanada e rede de esgoto são recursos de infraestrutura básica inexistentes para cem milhões de pessoas.

O IBGE destaca que isso poderia dificultar a higienização das mãos em 2019, ano anterior à pandemia. A higienização das mãos e objetos é uma das medidas sanitárias para se evitar o contágio pelo novo coronavírus.
No recorte de Santa Catarina, o cenário é bem diferente.

Naquele ano, 20% dos catarinenses residiam em domicílios sem abastecimento diário de água. Ou seja, 5,7 milhões (80%) dos 7,1 milhões de catarinenses moravam em residências com abastecimento de água.

Com 80%, Santa Catarina aparece na sétima posição entre os Estados, bem acima da média nacional, que ficou em 69,5%. Entre as capitais, Florianópolis tinha 88,5% da população com acesso à água, aparecendo na quinta posição.

Os números de Santa Catarina revelam que nosso Estado é diferenciado, possui uma boa infraestrutura sanitária, quesito que faz parte de uma série de índices que traz qualidade de vida aos catarinenses. É claro que há problemas por aqui também, muito deles localizados em áreas vulneráveis, e que precisam ser combatidos. Mas em comparação com o Brasil, estamos à frente em muitas questões sociais.

A desigualdade social no país vem desde os tempos de Brasil Colônia. E desde então avançamos vagarosamente para solucionar ou amenizar os problemas enfrentados pela população. Chegamos ao século 21 com algumas localidades e comunidades ainda vivendo nos séculos 16 ou 17, tamanha a falta de infraestrutura. O país precisa, com urgência, de mais investimentos públicos e privados. Para o bem do Brasil e dos brasileiros.

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