Beber e dirigir: fator de risco

Beber e dirigir é um fator de risco para a saúde da população da Grande Florianópolis. É o que mostra o sistema Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não-transmissíveis) em reportagem que o ND publica hoje. O resultado do levantamento explica em parte o alto índice de motoristas pegos na Lei Seca pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), Polícia Militar Rodoviária e guardas municipais.

Em julho, a Guarda Municipal de Florianópolis abordou mais de dois mil veículos durante as operações da Lei Seca. No período, 112 motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool. Onze condutores tinham o nível de alcoolemia superior a 0,34 mg/l e foram levados à delegacia de polícia. No final de semana passado, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) flagrou em todo o estado 325 motoristas que dirigiam sob efeito de bebida alcoólica. Destes, mais da metade foram multados na BR-101 na Grande Florianópolis. Foram 165 multas, sendo 65 registradas em Palhoça e 100 em blitz realizada em Biguaçu.

A situação é preocupante porque mostra que mesmo com a ação contundente das forças de segurança, o morador da região ainda acredita que nada lhe acontecerá se ele beber duas ou três cervejas e assumir o volante do seu carro. Esse componente cultural parece ser, como afirmou a PRF, o grande obstáculo a ser vencido, juntamente com uma certa sensação de impunidade, que as operações da Lei Seca estão tentando combater.

Tanto as guardas municipais, quanto a Polícia Militar Rodoviária e PRF garantem que vão fazer de tudo para transformar essa realidade, e merecem todo o apoio da sociedade. Se não for pelo amor, como disse comandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Ivan Couto, que seja pela dor, tendo que pagar a multa de quase R$ 3 mil e perdendo o direito de dirigir ou vendo algum familiar sendo preso por dirigir alcoolizado.

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