Bebida nos estádios

O relatório da Polícia Militar sobre o clás­sico entre Avaí e Figueirense chegou ao Ministério Público, que está disposto a ir às ultimas consequências para fazer valer o Estatuto do Torcedor e voltar a proibir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol do Estado.

Por mais que os clubes estejam melhoran­do suas receitas com o faturamento dos bares e que exista torce­dores capazes de beber socialmente, está bem claro que uma parte deles exagera e vem provocando situações que, mais uma vez, estão afastando as famílias dos jogos.

Se não há como ter ordem e paz nos estádios com a venda das be­bidas, então não há o que contestar: temos que novamente proibir este comércio, como defende o promotor público Eduardo Paladino.

Houve um intenso trabalho, nos últimos anos, para reduzir os problemas causados pelas torcidas organizadas. O que se percebeu, segundo a Polícia Militar, foi o aumento dos problemas com os chamados tor­cedores comuns, aqueles que não estão envol­vidos com as torcidas organizadas. E tudo por causa da bebida. Os torcedores comuns, alcoo­lizados, brigam entre eles, como aconteceu no clássico do último final de semana.

A PM defendeu, recentemente, que os jogos na Capital sejam com torcida única, um turno para cada uma. Mas não é o caso. A bebida alcóolica é o problema. Não podemos ficar sentados, esperando que uma tragédia ocorra em nossos estádios. Não há como defender que, em troca de dinheiro para os clubes de futebol, se coloque famílias em risco e se incentive, em muitos casos, o alcoolismo. Os torcedores pre­cisam ir aos estádios para apoiar seus clubes, não para se embebedar e agredir uns aos outros.

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