Bom senso na volta às aulas

Depois de quase 11 meses de enfrentamento à pandemia, é compreensível a expectativa de pais de alunos e da comunidade escolar diante da iminente volta às aulas em Santa Catarina. Crianças e adolescentes sentem os reflexos negativos do isolamento, e não só por conta das eventuais dificuldades do ensino virtual, mas principalmente pela falta de convivência e interação.

Ainda que tardiamente, o país avançou nos últimos meses na percepção de que a educação precisa ser tratada com prioridade e não pode ser ainda mais penalizada do que já foi desde março do ano passado, quando foi determinado o lockdown que suspendeu as atividades no Norte ao Sul do Brasil.

O plano de contingência definido para permitir o retorno dos estudantes às escolas é pautado pela responsabilidade e pelo bom senso. Concilia o direito à educação com a necessária segurança sanitária para evitar o aumento de casos de coronavírus. Prevê medidas para preservar professores e alunos.

Além do obrigatório uso de máscaras, o protocolo exige distanciamento de 1,5 m entre as carteiras, escalonamento de entrada de saída para evitar aglomerações e ainda aferição de temperatura na entrada do estabelecimento e do transporte escolar.

O desafio é fazer com que as novas rotinas sejam incorporadas com rigor e disciplina dentro de cada escola e colégio, seja público ou particular. Em dezembro, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina defendeu de forma contundente o retorno das aulas para benefício das crianças e adolescentes.

O documento apontou que a infecção nessa parcela da população é de duas a cinco vezes menor do que nos adultos. “Manter os alunos fora da escola é atitude pouco humanitária e uma grave injustiça, especial aos usuários do sistema público”, registrou o documento.

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