Cada um faz a sua parte

Exatamente quatro meses após o início do isolamento social e da adoção de medidas restritivas, Florianópolis e grande parte de Santa Catarina deram muitos passos para trás no combate ao novo coronavírus. A sensação é que todo o esforço realizado desde 17 de março, data do primeiro decreto do governo do Estado e da Prefeitura da Capital, foi por água abaixo.

Na quarta-feira (15), Santa Catarina registrou o recorde de mortos em 24 horas – foram 35 mortes. O número de vítimas da Covid-19 já passa de 600. Ainda na quarta-feira, os municípios do Sul do Estado estudavam decretar lockdown devido ao nível gravíssimo de contágio. Blumenau e região também estão classificadas com nível gravíssimo. E ontem, Florianópolis entrou em situação de “altíssimo risco”, no status da plataforma Covidômetro, mantido pela prefeitura. A taxa de ocupação dos leitos de UTI na Capital estava em quase 93% nesta quinta-feira (16).

O esforço coletivo nos primeiros dias, com respeito ao isolamento social e às restrições, deixou Santa Catarina em um patamar elevado em comparação aos demais Estados.

As medidas adotadas rapidamente, enquanto nas demais unidades da Federação a situação seguia como se nada estivesse acontecendo, fizeram a diferença. A falsa sensação de segurança fez com que o governo catarinense e municípios cedessem à pressão do setor produtivo para a reabertura das atividades econômicas.

Nesse meio tempo, o governo do Estado, enfraquecido pelo escândalo dos respiradores, pouco fez para dotar os municípios de estrutura necessária para combater o coronavírus. Florianópolis, que tinha a situação controlada, de repente ficou praticamente sem vagas em leitos de UTI. O momento, novamente, é de somar esforços. A população não pode apenas esperar pelo Poder Público. É preciso que cada um faça sua parte. A batalha contra o vírus ainda não terminou, por isso não pode haver relaxamento.

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