Campanha nas ruas?

A pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições municipais, a campanha eleitoral praticamente não chegou às ruas de Florianópolis. Um cenário bem diferente de outros períodos eleitorais, quando candidatos e cabos eleitorais percorriam incansavelmente os espaços públicos, no corpo a corpo com os eleitores, em busca dos votos.

Agora, com a pandemia da Covid-19, em que boa parte das pessoas passa mais tempo em casa, e que todos mantêm o distanciamento, os candidatos precisaram se reinventar.

As redes sociais são a alternativa mais simples para tentar uma aproximação com os eleitores, mas ao mesmo tempo é também complexa, pois até que ponto as pessoas vão focar em uma postagem de candidato? Outras alternativas são os adesivos, placas e faixas.

Este clima de anticampanha que vemos agora já tinha sido abordado pelo Grupo ND, em editorial publicado no dia 30 de maio, quando foi proposto o cancelamento da eleição municipal em virtude da pandemia, pelo perigo do contágio em massa, bem como pelos altos custos para os cofres públicos e à sociedade, no mento em que enfrentamos a mais grave crise da história recente do país: “A quem interessa esta eleição, senão aos próprios candidatos? Para o projeto de poder dos políticos a eleição é fundamental. É dela que se alimentam e sobrevivem. É uma forma de se perpetuar, mandato após mandato.

Só que agora estamos todos imersos num caos pandêmico, o foco é o combate à Covid-19. As eleições foram confirmadas, então precisamos exercer a democracia e votar.

Apesar da campanha diferenciada, o eleitor precisa buscar se informar sobre os candidatos, analisar o currículo, a atuação, o comportamento de quem vai representá-lo na prefeitura ou na Câmara de Vereadores. Não é demais destacar a importância do cidadão nesse processo. Sua escolha, suas ideias e seus valores é que vão definir quem vai comandar politicamente a cidade nos próximos quatro anos.

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