Carnaval, lixo e consciência

Quando chega o Carnaval, não tem jeito.
Os foliões vão para as ruas, brincam,
extravasam, se divertem e… sujam a
cidade. Na noite de ontem e madrugada de hoje,
milhares de pessoas se concentraram no entorno
do Parque da Luz, região central de Florianópolis,
para acompanhar blocos carnavalescos. Mas o
que ficou depois da festa é assustador: a Comcap
(Autarquia de Melhoramentos da Capital) recolheu
cerca de 1,5 tonelada de resíduos na região da
cabeceira insular da ponte Hercílio Luz. Não
podemos permitir que espaços públicos se tornem
verdadeiros lixões a céu aberto e apaguem o
brilho de um dos melhores carnavais do país.
A falta de conscientização impressiona, e os
moradores só não percebem um descontrole maior
graças ao trabalho dos profissionais que passam
horas retirando o material – garrafas plásticas e de
vidro, abanadores, embalagens. Ou seja, materiais
que deveriam ir para a reciclagem, viram rejeito, lixo
comum, pois foram jogados no chão e não podem
ser separados e encaminhados para a coletiva
seletiva. Quem consume bebidas e/ou alimentos
em áreas públicas deveria devolver a embalagem
onde a comprou ou levar para separar em sua casa.
Lixo é uma responsabilidade de todos nós.
Infelizmente, apesar de incontáveis campanhas,
uma grande parcela da população ainda tem o
péssimo hábito de jogar lixo nas ruas, mesmo
tendo uma lixeira ao seu lado. Se não tem lixeira,
não é no chão que se joga a sujeira. Urge uma
reeducação generalizada de nossos hábitos,
como, no mínimo, pensar duas vezes antes de
jogarmos um simples e aparentemente inofensivo
papelzinho de bala na rua. Esse papelzinho vai
para os rios e córregos, depois para o mar…

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