Casa própria e projeções

Apesar de o déficit habitacional no Brasil ser de 5,5 milhões de residências, a boa notícia da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua 2019, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que a maior parte dos brasileiros mora principalmente em casas e em imóveis próprios, já pagos.

As casas representam 85,6%, que representam 62 milhões das moradias no país. A maior parte dos lares é própria e quitada, o equivalente a 66,4% ou 48,1 milhões. Além das casas, os brasileiros moram em cerca de 10 milhões de apartamentos, o equivalente a 14,2%. A pesquisa do IBGE ainda mostra que as casas de cômodos e cortiços são 126 mil, o equivalente a 0,2%.

É importante que o número de casas próprias dos brasileiros cresça cada vez mais. Antes da pandemia do coronavírus, o cenário no mercado imobiliário era de recuperação e expectativas para negócios. Os seguidos cortes nas taxas de juros e a ampliação do crédito imobiliário, animavam o setor e os potenciais clientes.

Os sinais positivos da atividade da construção até então vinham de todos os lados – PIB, emprego, vendas de imóveis, produção e vendas de materiais de construção. O crescimento refletia, em grande parte, no aumento das obras e reformas realizadas diretamente pelas famílias e por pequenos empreiteiros, mas também da atividade empresarial.

Esses indicadores alimentaram as projeções e contribuíram para o aumento do otimismo em relação às perspectivas de retomada do setor. Mesmo com a incerteza sobre o futuro breve, o crescimento no setor imobiliário em 2020 está em grande parte “contratado” pelas obras em andamento.

Após a pandemia, a situação das famílias será o elemento determinante na sustentação do crescimento do mercado habitacional que começava a se desenhar. Por fim, não é possível pensar em um novo ciclo de crescimento sem que os investimentos em infraestrutura mudem de patamar.

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