Cenário de esperança

Acesso ao crédito é uma das principais dificuldades enfrentadas por empresários e comerciantes dos três Estados do Sul durante a pandemia do novo coronavírus, que já dura três meses.

Os governadores de Santa Catarina, do Paraná e Rio Grande do Sul anunciaram uma série de medidas, mas nenhum efeito prático foi percebido além da flexibilização das atividades econômicas para a retomada da produção, como mostrou a reportagem publicada na edição do fim de semana do ND.

Aqui em Santa Catarina, presidentes de entidades elogiaram a aproximação do governador Carlos Moisés com o setor produtivo e o anúncio das linhas de crédito oferecidas por governo, Badesc e BRDE, que somam R$ 7,61 bilhões, mas criticam a demora no acesso ao crédito e na flexibilização de mais atividades.

Outro fator contribuiu para essa morosidade: o Estado ficou quase um mês sem o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, uma pasta fundamental para traçar estratégias e negócios. O questionado e inexperiente Lucas Esmeraldino deixou o cargo sem deixar saudades. Em seu lugar, entrou Rogério Siqueira, empresário experiente e de boa reputação.

A interrupção brusca na atividade econômica fez com que a queda na arrecadação de tributos puxasse os indicadores para baixo em toda a região Sul. Em Santa Catarina, a arrecadação caiu R$ 1,25 bilhão entre março e maio. No Paraná, a queda total de arrecadação chega a R$ 3,2 bilhões. Já no Rio Grande do Sul, a arrecadação de ICMS no Estado teve queda de 1,28 bilhão entre abril e maio.

Apesar do cenário nebuloso para o futuro, o otimismo e a superação dos catarinenses nos momentos mais difíceis são motivos para confiarmos numa rápida retomada. A força econômica do Estado, com agropecuária, indústria, turismo e comércio fortes, também nos dá a esperança de que a crise fique logo para trás. Há muito trabalho a fazer. E o desafio é conjunto, pois o resultado é do interesse de todos.

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