Cenário favorável

A quarta-feira foi um dia histórico no Brasil. O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, reduziu ainda mais a taxa básica de juros da economia. De 4,50%, a taxa caiu para 4,25% ao ano. Este é o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, que começou em 1986. Este corte, o quinto consecutivo, já era esperado pelo mercado, pois o país atravessa uma fase de queda da inflação, baixa dos preços das commodities e a desaceleração do ritmo de atividade econômica.

As sucessivas quedas da taxa de juros revelam o empenho do Banco Central em criar um cenário favorável aos brasileiros que desejam abrir ou ampliar seus negócios. Ainda assim, a economia segue patinando. Deus sinais de melhoras em 2019, mas os números ainda são tímidos. Os bancos aproveitam os anúncios do Copom para também reduzir suas taxas, mas os empréstimos ainda são muito caros e as tarifas cobradas são exorbitantes.

A do cartão de crédito passa de 300% ao ano. A boa notícia é que desde o dia 6 de janeiro, o juro cobrado do cheque especial está limitado a 8% ao mês. Com o limite imposto pelo Banco Central, o juro anual será de cerca de 150% ao ano, no máximo. Ninguém duvida de que juro baixo seja excelente para a economia. Mas é fundamental a adesão dos grandes bancos e o aumento da concorrência entre as instituições financeiras.

As reformas em tramitação no Congresso são marcos legais indispensáveis para redesenhar o perfil econômico do país. Mas quaisquer medidas serão insuficientes se não houver um esforço conjunto de todos os setores para que o país se reencontre com o crescimento e o desenvolvimento. O setor bancário não pode ser exceção.

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