Cenário que exige perseverança

Há sete anos mergulhado numa crise econômica, há quatro anos envolvido em uma polarização política e há dois anos convivendo com a pandemia, que abreviou a vida de mais 620 mil pessoas, o Brasil passa por uma das piores fases da sua história.

Desde a descoberta, em 1.500, o país passou por inúmeras crises, sempre enfrentadas com muito trabalho e determinação pelos brasileiros. E não é diferente desta vez. Os brasileiros de verdade – trabalhadores, empreendedores, empresários, aposentados – seguem na luta para ver um país mais justo, forte economicamente e respeitado politicamente.

Na economia, o Brasil patina desde 2014, quando o país entrou em recessão técnica com queda da produção industrial, dos salários reais e do PIB. São quase sete anos de dificuldades para os brasileiros. O cenário piorou no ano passado, com a disparada nos preços dos alimentos e dos combustíveis, e alta da inflação.

Na política, o que se vê é um distanciamento cada vez maior dos políticos da sociedade. Em muitos casos, Brasília e gabinetes são um mundo à parte para os que se elegeram com os votos justamente daqueles a quem deveriam ter uma linha direta. Fora isso, o país entrou num conflito político, um Fla-Flu sem precedentes, prejudicial à retomada do desenvolvimento.

O discurso da “nova política” infelizmente ficou só no discurso. Não houve avanços. Cansada da politicagem, da corrupção, do mau emprego do dinheiro público e dos desmandos, a sociedade exigia o fim deste Brasil torto. Rejeitou nas urnas os maus políticos, mas com o passar do tempo percebeu que nada havia mudado.

E com a pandemia, o conjunto todo desmoronou. A economia, que tentava uma recuperação, e a política (governo federal), que tinha o apoio da maioria da população, perdeu força após erros de comando e estratégia. O momento exige perseverança e atenção da sociedade. É preciso seguir fazendo o papel fiscalizador. Somente assim vamos conseguir reconstruir o Brasil.

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