Combate à criminalidade

Com dificuldades de fazer o Pacote Anticrime avançar no Congresso Nacional, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, prioriza o combate às facções criminosas. E essas ações já começam a dar resultados. O ministério comandado pelo ex-juiz da Lava Jato intensificou a política de isolamento dos chefes de grandes organizações em presídios federais e, de janeiro até aqui transferiu 321 líderes e integrantes de facções como PCC, Comando Vermelho e Família do Norte de celas de presídios estaduais para o Sistema Penitenciário Federal. O combate ao crime organizado é uma das principais marcas de Moro no governo Bolsonaro. A Polícia Federal passou a priorizar esse tipo de ação. Em governos passados, o órgão era voltado especialmente ao desmantelamento de esquemas de corrupção. Para isto, as cinco penitenciárias federais sofreram mudanças estruturais para receber os criminosos. O combate às facções ajudou a reduzir os índices de violência neste ano. Os dados de homicídios dolosos e de latrocínios entre janeiro e julho de 2019 caíram, ambos, 22% na comparação com o mesmo período em 2018. O trabalho de Moro e sua equipe é sério e árduo. É preciso dar um basta na criminalidade que assusta e destrói vidas. Não podemos mais aceitar que todos os dias quase 165 brasileiros sejam vítimas de homicídio. O Pacote Anticrime precisa do apoio de todas as pessoas de bem. É uma iniciativa ousada que mexe profundamente em 14 leis e que propõe atacar três questões centrais: a corrupção, o crime organizado e os crimes violentos. A sociedade brasileira não aguenta mais tanta impunidade, mortes, violência e insegurança que paralisa a todos, impedindo a paz, a convivência saudável, ameaçando a liberdade de ir e vir dos cidadãos de bem. Precisamos urgentemente de leis mais duras e um sistema de justiça mais ágil e moderno.

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