Combustíveis: uma conta pesada

Os brasileiros foram surpreendidos ontem com o anúncio de mais um reajuste nos preços dos combustíveis. O quinto apenas este ano. O aumento no preço do litro da gasolina é de 4,8%. No ano, o reajuste chega a 34%. Um absurdo, já que a inflação nos dois primeiros meses de 2021 não passa de 0,50%. Os catarinenses estão pagando mais de R$ 5 pelo litro da gasolina.

Mais uma vez a conta, bem cara, está sendo paga por todos os brasileiros. Isso porque o reajuste dos combustíveis – desta vez, além da gasolina, sobem também o óleo diesel e o gás de cozinha – impacta em diversos setores. Aumentam os fretes, a compra no supermercado fica mais cara. Enfim, é uma consequência negativa na vida dos brasileiros.

O quinto reajuste do preço da gasolina levou o presidente executivo do Grupo ND, Marcello Corrêa Petrelli a fazer uma reflexão e alguns questionamentos sobre os valores dos combustíveis, a política de preços e sobre o papel principal da Petrobras: “Quem está pagando essa conta? Nós somos praticamente autossuficientes em petróleo, e na maioria dos países autossuficientes a gasolina é barata. Por que a nossa é tão cara? Precisamos rediscutir o papel principal da Petrobras”. (o vídeo na íntegra está publicado no portal ND+)

Petrelli ainda discorre sobre o lucro de R$ 60 bilhões no último trimestre e sobre a inércia dos governantes, que veem seus Estados receberem uma grande parcela do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos combustíveis.

Em Santa Catarina, 18% de tudo o que o Estado arrecada vem dos combustíveis. Um dinheiro suado do contribuinte que chega fácil aos cofres públicos. Por isso não há interesse em sequer discutir esse formato.

Mas é necessário que haja uma discussão sobre a política de preços dos combustíveis e sobre a Petrobras, sem medo do debate, sem ideologias e sem falsos preconceitos. A risco de o país entrar em colapso. A conta está ficando pesada demais para a sociedade.

+

Editoriais