Conquistas e desafios na segurança pública

A redução dos índices de criminalidade é sempre um termômetro importante de avaliação das políticas públicas aplicadas pelos governantes nos Estados. Em 2020, Santa Catarina se destacou nesse quesito, registrando quedas acentuadas no número de roubos e furtos a instituições financeiras (-51,9); de furtos (-19%); e de roubos (-19,3%).

De acordo com levantamento da Gerência de Estatística e Análise do Governo do Estado, também houve redução do número de crimes violentos letais (807 em 2020 contra 819 em 2019); homicídios (690 em 2020 contra 698 em 2019); feminicídios (57 em 2020 contra 58 em 2019); e lesões corporais seguidas de morte (14 em 2020 contra 15 em 2019).

O crime de homicídio, por exemplo, vem caindo e o número registrado em 2020 é o menor dos últimos 12 anos. Tomando por base a população do Estado, o que se constata é a queda gradual da média de homicídios. Em 2018, o número de crimes desse tipo por cem mil habitantes era 11,9; em 2020, baixou para 9,51.

O pico de homicídios ocorreu em 2017, quando 987 pessoas foram assassinadas. Outro dado interessante diz respeito à queda do número de roubos e furtos a instituições financeiras. Em 2020, foram registrados 63 crimes desse tipo em todo o Estado; seis anos antes, em 2014, foram 548, quase dez vezes mais.

É claro que a criminalidade ainda existe e, por vezes, causa perplexidade às forças de segurança e população tamanha é a ousadia dos bandidos. Recentemente, no dia 30 de novembro do ano passado, um grupo armado com fuzis de grosso calibre assaltou uma agência do Banco do Brasil na área central de Criciúma. O crime ganhou repercussão internacional por causa da organização do bando.

Inibir esse tipo de ação é o desafio diário dos agentes de segurança e requer organização e planejamento. Não apenas para crimes de grande vulto, mas para ocorrências de pequeno porte também. Isso requer investimento e treinamento dos agentes de segurança, bem como aumentar o policiamento ostensivo.

No entendimento do Estado, as forças de segurança estão atingindo as metas no combate à criminalidade e o novo modelo, que conta com um Colegiado Superior de Segurança Pública, dando autonomia às instituições, indica que o trabalho em andamento está no caminho certo.

É inegável que a redução dos números da criminalidade em Santa Catarina merece aplausos e até elogios, mas não pode nem deve ser comemorada, afinal, vidas foram perdidas para a violência. Resta torcer para que os programas e o aprimoramento das políticas públicas de segurança tenham continuidade e os números da violência sigam em queda.

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