Consciência coletiva

O aumento de três para 13 regiões de Santa Catarina em nível gravíssimo no mapa de risco que monitora a evolução da Covid-19 leva à reflexão sobre o comportamento coletivo depois de quase longos nove meses de pandemia.

A população está exausta, no fio da navalha diante das crises sanitária e econômica, mas é imprescindível que sejam preservados todos os cuidados em torno das medidas preventivas com o objetivo de evitar o contágio pelo coronavírus.

Há uma discussão sobre se entramos numa segunda onda ou ainda estamos na primeira, iniciada em março no Brasil, mas a curva ascendente de casos é irrefutável. E vem causando compreensível apreensão.

O atual estágio epidemiológico em Santa Catarina exige um enfrentamento rigoroso que evite o esgotamento da rede hospitalar, garantindo um atendimento adequado aos pacientes, e permita a manutenção das atividades econômicas. A cobrança tem dois destinatários.

O primeiro é o poder público, responsável pela gestão da pandemia. Nos últimos dias, houve uma reação. Diante do agravamento do quadro, o Estado de Santa Catarina acaba de divulgar uma nova estratégia, com base em quatro pilares fundamentais: manutenção das estruturas de UTI, campanhas publicitárias, abordagem dos pacientes na atenção primária do SUS (Sistema único de Saúde) e fiscalização. São ações estratégicas com o objetivo de superação desse momento difícil.

Apesar da dificuldade de hierarquização das medidas, vale ressaltar a importância de reforço na conscientização. Cada um deve fazer a sua parte em prol da coletividade. Além dos cuidados individuais essenciais, como uso da máscara e do álcool gel, é fundamental que haja respeito ao distanciamento social e que se evite aglomerações.

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