Surpresa desagradável na conta de luz

Mais uma vez, o consumidor foi pego de surpresa. A partir de hoje, a conta de luz está 52% mais cara e vai pesar no orçamento. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste na bandeira tarifária vermelha patamar 2 – uma cobrança adicional aplicada às contas de luz quando há o aumento do custo de produção de energia.

A cobrança extra passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos – reajuste de 52%. Em plena pandemia, com o país tentando sair de uma crise profunda, com alta taxa de desemprego e muitas dificuldades para as famílias, um reajuste de 52% é um soco no estômago do brasileiro.

Na bandeira vermelha patamar 2, como é chamada pela Aneel, uma família que tem um consumo residencial médio, que em junho foi de R$ 118,15, vai pagar 5,5% a mais na conta da luz, ou seja, R$ 124,59.

Para tentar aliviar o bolso, é preciso ter muita criatividade para economizar energia, ainda mais agora, no inverno, que o uso de equipamentos como chuveiro elétrico, secadora de roupas e aquecedor é maior. Esses eletrodomésticos e mais o ferro de passar são os grandes vilões da conta de luz.

Nunca é demais lembrar algumas dicas: evitar banhos demorados; não deixar o carregador na tomada após o uso, pois continua consumindo energia; eletrodomésticos novos são mais eficientes; aproveitar a luz natural; não deixar os aparelhos ligados no modo de espera; substituir as lâmpadas convencionais por LED, que consomem até 80% menos; passar as roupas de uma única vez.

Ficar atento ao uso da energia é fundamental, pois o Brasil tem a 14ª tarifa de energia do consumidor residencial mais alta entre os 28 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE). Já em relação à carga tributária que incide sobre a conta de luz residencial, o Brasil fica em segundo lugar.

O peso dos impostos e encargos na tarifa é de 40%, igual à Itália e menor apenas que a Dinamarca, que atingiu o patamar de 58%. A carga tributária é maior que a de países como Suécia (39%), Áustria e Noruega (38%), Finlândia e França (34%), Bélgica e Eslovênia (31%). Portanto, bom senso e luz apagada quando não há ninguém no ambiente são os melhores remédios para o bolso em tempos nebulosos.

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