Contra a farra dos partidos

O bom senso prevaleceu. Deputados federais e senadores aprovaram a redução do Fundo Eleitoral de R$ 3,8 bilhões para R$ 2 bilhões. Sim, ainda é muito dinheiro para os partidos políticos desfrutarem livremente, sem prestar
contas, durante as eleições municipais em 2020. Mas se depender do presidente Jair Bolsonaro, essa farra pode acabar.

Ontem, ele sinalizou que pode vetar esse valor do Fundo Eleitoral. Ele explicou
que não irá apoiar quem “quer fazer material caro”. A sanha de determinadas lideranças partidárias é por mais dinheiro. Essa insistência para uso de verbas públicas para campanhas eleitorais só contribui para manchar a já contestada imagem da política e do Congresso Nacional perante à opinião pública.

O caminho que deveria estar sendo discutido, junto das demais reformas em curso no país – a Administrativa e a Tributária -, é o da construção de modelo sem a oferta de dinheiro público e com redução também das despesas de campanha, para que as candidaturas fossem custeadas por apoiadores, por quem realmente acredita em determinado candidato. Os partidos são entidades privadas e devem encontrar formas de bancar seus gastos.

A eleição de 2018 provou que é possível não ter gasto de grandes somas em dinheiro e com campanhas alternativas, mobilizando pessoas com pensamentos semelhantes. É necessário acabar com as velhas práticas, especialmente as benesses públicas, como a oferta de dinheiro em volumes que poderiam estar sendo usados nas grandes necessidades do país, como segurança, saúde e educação.

+

Editoriais

Editorial

O Grupo ND e a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) deram a largada na sexta-feira (23 ...

Editorial

O Brasil está virando um país de golpistas e fraudadores. Durante a pandemia, o número de golpes e f ...