Controle da inflação

Os brasileiros estão sentindo no bolso, na mesa, na geladeira e na despensa os custos da inflação, que vem subindo nos últimos meses. Em maio, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, sistema oficial para determinar a inflação no país, bateu em 0,83%, a maior alta para um mês de maio desde 1996, ano em que o número chegou a 1,22%.

O maior impacto sobre a inflação de maio foi na alta da energia elétrica, que ficou em 5,37%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,22%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 8,06%. Em 2020, a inflação fechou em 4,52%.

Olhando para um passado recente, esses números atuais estão bem abaixo da hiperinflação dos anos 80 e 90, quando os brasileiros conviveram com índices inacreditáveis de 1.973% (em 1989), 1.621% (em 1990) e 2.477% (em 1993). Foi a partir de 1994, com o Plano Real, que o Brasil conseguiu controlar a inflação.

Quem tem menos de 40 anos não sabe o que é viver e trabalhar sob um sistema de preços no qual a hiperinflação destrói qualquer plano de aquisição e desvaloriza a moeda rapidamente.

Por isso é importante não esquecermos desse tempo de hiperinflação, para que todos tenhamos consciência do que esse mal chamado inflação pode fazer.

O significado no dicionário é bem claro: “Aumento generalizado e contínuo dos preços, causando uma grande desvalorização do dinheiro e acentuada queda no poder aquisitivo da população”.

O Brasil não pode retroceder. A equipe econômica do governo precisa conter esse monstro que arrebenta com a economia e traz junto as consequências sociais, com aumento da pobreza e das desigualdades.

Mesmo neste cenário nebuloso de pandemia, com mais de 500 mil mortes, fechamento de empresas e desemprego, o país caminha para um crescimento econômico. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central identificou tendência de melhora na economia do país.

O BC prevê uma “evolução mais positiva do que o esperado” para a economia brasileira. Os indicadores mostram isso, há projeções de crescimento. Para isso, é necessário que o Brasil tenha, entre tantas outras questões importantes, estabilidade política e equilíbrio das contas públicas.

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