Coronavírus e as fake news

Os serviços públicos de saúde de todo o mundo estão enfrentando um problema adicional para combater a disseminação do novo coronavírus: as notícias falsas que envolvem as formas de contágio e de prevenção em relação à doença. Textos, imagens e vídeos compartilhados pela internet espalham informações equivocadas, que estão preocupando especialistas. As chamadas fake news prestam um desserviço à população e causam alarme.

No início de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Infectologia veio a público divulgar uma nota de repúdio contra um vídeo distribuído via Whatsapp que citava a injeção de vitamina D em doses altas como estratégia preventiva ao vírus. A entidade alertou que altas dosagens da vitamina podem ser prejudiciais à saúde “e que outros métodos falsos podem prejudicar a real prevenção da doença”.

A Fiocruz também manifestou apreensão sobre esse assunto. Diante do turbilhão de informações estapafúrdias que circulam na rede, que causam alarme desnecessário e confundem a população sobre formas de prevenção, o Ministério da Saúde criou uma central contra as fake news. Desde 22 de janeiro até sexta-feira (28) a equipe recebeu mais de 6.500 mensagens sobre o coronavírus, que são enviadas para especialistas.

Quando a notícia é falsa, ganha um selo vermelho e quanto é verdadeira o selo é verde. Conforme o ministério, 85% dos vídeos, textos e fotos que chegam à central pelo Whatsapp eram notícias falsas.

É fato que, ao longo da história da humanidade, as epidemias geralmente são acompanhadas de boatos e pânico, mas nos tempos atuais esse quadro é agravado pela velocidade das redes sociais. E pela ignorância. É fundamental que as pessoas busquem informações confiáveis junto a especialistas, páginas das sociedades médicas, do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais da saúde.

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