Corrupção na calamidade

Robusto levantamento feito pelo R7, portal de notícias da Record, mostra
que governos estaduais e municipais de 26 das 27 unidades da federação do país estão às voltas com investigações relacionadas à compra de equipamentos e insumos para o enfrentamento da Covid-19. Só o Espírito
Santo ficou fora da lista, por enquanto.

Pelo menos 39 negociações que somam quase R$ 1,5 bilhão, segundo a radiografia, foram consideradas suspeitas e levaram à abertura de processos na Justiça ou operações policiais com mandados de prisão, busca e apreensão. Oito Estados, inclusive Santa Catarina, tiveram problemas com a compra de respiradores, quase sempre por preços bem mais altos do que os praticados pelo mercado antes do período de calamidade pública por conta.

Dados do Giac (Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia da Covid-19), da Procuradoria-Geral da República, mostram que desde março foram registrados no MPF (Ministério Público Federal) 5.655 processos judiciais que têm alguma relação com a doença. Destes, 1.778 são de natureza criminal. Não se pode antecipar condenações. É preciso
separar o joio do trigo para que se evitem injustiças – no caso de acusações comprovadamente infundadas ao final das investigações.

Ao mesmo tempo, é imprescindível que os órgãos de controle e o Poder Judiciário sejam rigorosos na responsabilização dos envolvidos – sejam agentes públicos ou privados – em qualquer tipo de falcatrua com o dinheiro do contribuinte em meio à pandemia, crise sanitária sem precedentes que vem ceifando vidas e penalizando a economia.

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