Crescimento sustentável

Em meio à pandemia da Covid-19, que já dura seis meses, com impacto avassalador na economia, é alentadora a informação de que foram abertos no país 249.388 postos de trabalho com carteira assinada em agosto. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões e representa o melhor resultado para o mês desde 2011.

Segundo o Ministério da Economia, no entanto, o acumulado do ano indica que o mercado continua sentindo o impacto do coronavírus – foi o pior resultado para os oito primeiros meses do ano desde o início da série histórica, há dez anos.

Conforme o levantamento, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais, com liderança da indústria e da construção. Santa Catarina voltou a apresentar o terceiro melhor índice do Brasil, com saldo positivo de 18.375 vagas formais, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Indústria, serviços, comércio, construção civil e agropecuária demonstraram maior capacidade de retomada nesse momento difícil e que vem exigindo, sobretudo, resiliência e capacidade de reinvenção permanente.

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) não permitem euforia, mas significam ponto de partida importante no processo de reversão da crise instalada por conta das medidas restritivas como forma de prevenção à disseminação da doença.

A Fundação Getúlio Vargas já apontou a geração de empregos como um dos pilares nesse esforço de retomada econômica e a expectativa é de que essa curva seja constante e, principalmente, sustentável.

O governo federal vem fazendo a sua parte no pagamento do auxílio emergencial para proteção econômica e social de populações vulneráveis, mas o desafio envolve outras questões, como o apoio à reconstrução das cadeias de produção, a inserção internacional e o investimento em infraestrutura.

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