Criminosos virtuais

O Brasil está virando um país de golpistas e fraudadores. Durante a pandemia, o número de golpes e fraudes por telefone e e-mail disparou nos últimos meses.

Com mais gente em casa, as pessoas estão usando mais celulares e computadores para fazer compras e transações bancárias. Quadrilhas especializadas em golpes e fraudes se aproveitam para agir no ambiente digital e têm feito cada vez mais vítimas no país.

No dia 28 de maio, o governo federal publicou a Lei 14.155, que prevê punições mais severas para crimes cometidos em meios eletrônicos. O objetivo é punir com maior rigor fraudes, furtos e estelionatos que se têm tornado frequentes em nosso país.

O texto modifica o Código Penal e aumenta a condenação para até oito anos de prisão, mais multa, para quem invade dispositivos e/ou realiza furtos qualificados e estelionato usando meios eletrônicos.

Uma pesquisa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mostra que entre janeiro e fevereiro de 2021, houve aumento de 100% nos ataques de phishing, a chamada pescaria digital, em relação ao mesmo período de 2020.

Nessa modalidade, o usuário fornece informações pessoais em mensagens e e-mails falsos. Já os registros do golpe da falsa central telefônica e do falso funcionário do banco cresceram 340%.

A Febraban afirma que os bancos nunca ligam para a casa do cliente solicitando que ele execute uma transação ou que ele desfaça uma transação.

Como também nunca liga para pedir que o cliente digite senha e token ou dê informações. Quem receber esse tipo de contato deve encerrar a ligação e entrar em contato com o banco do qual é correntista.

Pessoas não tão acostumadas com o universo digital ficam mais expostas à sanha dos criminosos. Por isso, sempre que receber algum tipo de contato que não for do seu círculo pessoal, desconfie, questione e, se for preciso, acione a polícia.

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