Mais uma crise hídrica

Mais uma vez, Santa Catarina enfrenta uma crise hídrica. O novo Boletim Hidrometeorológico Integrado do Estado, divulgado na sexta-feira (4), aponta que os volumes de chuva abaixo do normal na maior parte de Santa Catarina nos últimos três meses contribuíram para o agravamento da estiagem.

Entre os 295 municípios catarinenses, 145 estão em estado de normalidade; 71 de atenção; 21 de alerta, e nove em situação crítica frente à estiagem. Dezenove não encaminharam informações da situação ao governo do Estado.

O secretário executivo de Meio Ambiente, Leonardo Ferreira, informou que na maior parte do Estado não ocorreu período de chuva com mais de 1 mm em 22 dias.

Diante disso, o comprometimento do abastecimento urbano em diversos municípios se elevou novamente. E o cenário para os próximos três meses não é nada animador. A previsão para o trimestre junho, julho e agosto é de chuva abaixo da média.

A estiagem traz ainda outros problemas. A crise hídrica que atinge outros Estados já provoca aumento da tarifa de energia elétrica e a escalada de preços das commodities, especialmente as metálicas. Também já há elevação das previsões de inflação para este ano.

E ainda o risco de corte no fornecimento de energia, apesar de o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmar que o país não corre esse risco mesmo com a “pior crise hidrológica desde 1930”.

Em Santa Catarina, ainda não há um alerta da Casan sobre o abastecimento, mas cada cidadão deve se adiantar ao possível aviso e fazer a sua parte, economizando água.

Reduzir o tempo do banho, aproveitar a água da máquina de lavar roupas para lavar calçadas e fazer limpeza, desligar a torneira enquanto escova os dentes são algumas das atitudes simples e básicas, mas extremamente necessárias para que não falte água e nem haja racionamento.

Diante do quadro atual, com a queda rápida do nível dos reservatórios, é esse compromisso de uso racional da água e de reuso doméstico que se espera da população.

+

Editoriais