Cruzeiros em segundo plano

Prestes a receber um novo e moderno aeroporto e animada com as possibilidades proporcionadas pela futura marina na Beira-Mar Norte, Florianópolis ainda vai ter que esperar um bom tempo para participar do mercado de turismo em cruzeiros marítimos nacionais e internacionais. Depois de toda a expectava criada pela escala-teste no Norte da Ilha, o projeto segue em banho-maria, com a perspectiva de voltar a ser impulsionado pelos resultados da futura marina. Enquanto isso, outras cidades do Estado se consolidam no roteiro das operadoras de cruzeiros e até conseguem crescer, como é o caso de Itajaí, que volta esse ano a ter escalas partindo da cidade e não apenas passando por ela.

Os navios de cruzeiros não têm a capacidade de mudar o perfil ou salvar uma temporada na Capital, mas tem potencial como produto, como bem disse a presidente do Fortur (Fórum de Turismo da Grande Florianópolis), Zena Becker. Ajudariam a projetar internacionalmente a Capital e contribuiriam com a profissionalização do setor, que está entre as principais reclamações dos visitantes. É preciso, no entanto, que se invista em infraestrutura de receptivo para os transatlânticos, o que poderia ser resolvido com a ajuda da iniciativa privada. Foi o que fez Balneário Camboriú, que não deixou escapar a oportunidade de entrar na rota dos cruzeiros e terá esse ano mais uma temporada para consolidar sua posição no mercado.

A esperança da Capital é mesmo a marina na Beira-Mar, que surge como o fio da meada para resgatar a relação da cidade com o turismo do mar. Saindo de fato do papel, como está previsto, o projeto atrairá olhares de investidores e os cruzeiros devem se transformar em realidade de forma natural, agregando o mix de produtos marítimos. Se tivesse lutado por isso antes, é bem verdade, quem sabe não seria o atracadouro de transatlânticos que estaria apontando para a construção da Marina?

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