Desafios dos novos gestores municipais

O primeiro dia de 2021 foi marcado pelas posses de prefeitos e vereadores eleitos em 5.472 dos 5.770 municípios de todo o país (em 96 cidades os prefeitos eleitos não tiveram seus registros de candidaturas deferidos e seguem impedidos de tomar posse e em Brasília e Fernando de Noronha não há administração municipal).

É um novo ciclo que se inicia nas cidades, apesar de que em 63% delas os prefeitos foram reeleitos. É uma esperança de dias melhores que se renova com os novos ou já conhecidos gestores municipais. Além da responsabilidade do cargo, eles assumem pressionados pelo desafio que a pandemia de Covid-19 impôs aos administradores.

A crise financeira e sanitária, as vacinas, as restrições, a volta às aulas e a retomada de todas as atividades são as principais questões que os prefeitos eleitores terão de resolver, em conjunto com os governos federal e estaduais. É preciso um olhar bem mais cuidadoso que se reflita em ações eficientes. Não há tempo a perder.

Não há dúvida alguma que os efeitos da pandemia impactaram as atividades econômicas de forma global, nas três esferas de governo no Brasil. Porém, o cenário mais preocupante está nos municípios que devem apresentar uma retração na receita com tributos de forma mais duradoura que os Estados.

Os municípios são tratados como os primos pobres do país. Prova disso são as inúmeras “marchas de prefeitos” que ocorrem periodicamente em Brasília, nas quais os gestores vão ao governo federal atrás de recursos para as suas cidades.

Na capital catarinense, o prefeito reeleito Gean Loureiro entra no quinto ano de mandato com todos os desafios citados neste texto, e ainda precisa dar atenção redobrada aos riscos de contágio que a intensa movimentação de turistas pode provocar.

Pela primeira vez, Florianópolis vive uma temporada de verão diferente, com restrições nos comércios, mas com aglomerações em praias e festas. Enfim, velhos e novos problemas estão nas mesas dos gestores municipais.

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