Desrespeito à vida

O Ministério Público de Santa Catarina é categórico: servidores públicos que ‘furam’ a fila de vacinação ou favorecem essa prática podem estar cometendo um ato de improbidade administrativa. Mais do que o ato de improbidade, trata-se de um ato de imoralidade, de falta de respeito ao próximo.

Desde que a esperada vacina contra a Covid-19 começou a ser aplicada em todo o Brasil, depois de muitas polêmicas, discussões entre prós e contras o procedimento, muitas delas sem nenhuma base científica e baseadas no “ouvi dizer”, “acho que”, aliado ao alívio trazido àqueles que têm na imunização a esperança, veio também o sentimento de decepção e de descrença no ser humano.

Em todo o país começaram a ser veiculadas na imprensa e nas redes sociais fotos de pessoas recebendo a vacina com denúncias de que as mesmas não fazem parte do grupo prioritário da fase 1 que foi exaustivamente divulgado seria formado apenas por profissionais da área de saúde que estão trabalhando diretamente no combate à Covid-19, pessoas com mais de 60 anos e deficientes físicos com mais de 18 anos que moram em asilos ou casas do gênero e indígenas que moram em aldeias.

Teve de tudo, de secretário de Saúde tentando salvar o “amor de sua vida”, a profissionais da área que no momento não estão trabalhando e contratações de última hora para incluir alguém que está muito longe do perfil prioritário. Lamentavelmente, os casos que se multiplicaram por todo o Brasil acabaram por respingar em Santa Catarina.

Muito lamentavelmente para os catarinenses, no mesmo dia em que força-tarefa do Ministério Público anuncia arquivamento de denúncia que investiga a compra fraudada dos respiradores, aqueles R$ 33 milhões do contribuinte jogados pelo ralo, chega denúncia de investigação sobre a existência de um suposto fura fila na pequena cidade de Marema, no Oeste.

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