Desrespeito flagrante

“Ações desrespeitosas como esta é que prejudicam os empreendedores que clamam pela volta de suas atividades. E são elas que fazem com que o Estado permaneça em alerta máximo…”

Apontado como o setor mais sacrificado durante a pandemia, o segmento de eventos e de entretenimento vem enfrentando dificuldades e clamando por atenção. Alguns profissionais revelam viver situação de verdadeira penúria.

Várias manifestações, com certeza necessárias e legítimas, foram realizadas na semana passada, além da busca de diálogo com a governadora interina, Daniela Reinehr, para que ela afrouxe as medidas e permita que o segmento volte a produzir.

Otimista com a possibilidade de retomada das atividades, depois de reunião de seus representantes com o Coes (Centro de Operações de Emergências em Saúde), a categoria aguarda novidades para amanhã, data marcada para detalhamento de novas medidas. A Vigilância em Saúde do Estado confirmou que está trabalhando em dois novos regramentos com o objetivo de garantir mais segurança aos funcionários e frequentadores dos estabelecimentos.

Porém, quando a possibilidade de retomada está bem perto de se tornar realidade, eis que Santa Catarina volta a ser assunto nacional, figurando entre os assuntos mais comentados, por mais uma ação desrespeitosa adotada por um grupo sem a mínima noção de empatia ou respeito ao próximo. Mesmo sob decreto que determina distanciamento social, lancheiros achando que o mar é ‘terra’ de ninguém resolveram aglomerar em alto mar.

Embora o flagrante tenha ocorrido em Governador Celso Ramos, muitas outras aglomerações têm se repetido no Estado, algumas denunciadas e outras, não. Ações desrespeitosas como esta é que prejudicam os empreendedores que clamam pela volta de suas atividades.

E são elas que fazem com que o Estado permaneça em alerta máximo em relação ao coronavírus, principalmente em relação à capacidade de atenção, com todas as regiões apresentando leitos de UTI adulto para Covid-19 operando próximos aos 100%.

Embora tenha sido observada redução na média móvel de mortes, além de desaceleração na taxa de crescimento do número de casos ativos, a melhora nesses indicadores não foi suficiente para impactar na avaliação de risco potencial, pois a estabilização no número de casos ativos observada em todo o Estado na última semana, permanece em patamar elevado, contribuindo para a manutenção do nível gravíssimo.

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