Dinheiro para a educação

O presidente Jair Bolsonaro assumiu o governo em janeiro com metas prioritárias bem definidas, como o envio do pacote anticrime e anticorrupção ao Congresso Nacional, a implantação do 13º salário aos beneficiários do Bolsa Família, o combate a fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o controle de gastos públicos. Para essa última medida, foi preciso diminuir o envio de recursos para muitos setores. Um deles, a educação. Universidades e institutos federais receberam parcelas menores durante alguns meses. Ocorreram protestos e paralisações dos mais radicais, que não compreendiam que a redução de recursos era temporária. Ontem, o Ministério da Educação divulgou que destinará 58% dos recursos desbloqueados para recompor o orçamento das instituições. São R$ 2 bilhões. Como disse o ministro Abraham Weintraub, o governo federal administra uma situação crítica com qualidade técnica. Ou seja, em nenhum momento a União quis “destruir” a educação como muitos brasileiros chegaram a criticar os cortes. Pensar a educação em tempos cada vez mais dominados pela tecnologia é não apenas mais claro, como urgente. E investir é prioridade, em pessoal e equipamentos. O professor brasileiro ainda continua desempenhando papel central, mas técnicas e tecnologias devem ser mais usadas para dar suporte a ele e aos estudantes, de todas as fases do processo educacional. Educação é o presente para se construir o futuro.

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