É hora de acelerar

Livre do processo de impeachment, o governador Carlos Moisés parece ter reassumido o cargo com disposição para aproveitar os 19 meses que lhe restam de mandato para acelerar o desenvolvimento do Estado. Poucas horas depois do final da votação, ele já conduziu, no sábado, a primeira reunião com o seu “renovado” secretariado.

Após pedir que todos atualizassem os andamento das ações em suas respectivas pastas, Moisés determinou que todos os projetos de maior relevância sejam aprimorados no que for necessário.

Mais ainda, ele pareceu estar mais ligado aos desejos e necessidades da população, ao cobrar que sejam aceleradas as entregas por parte do Estado. A preocupação faz todo sentido, principalmente no que se refere ao enfrentamento da pandemia.

Nas últimas semanas, o Estado até conseguiu evoluir na imunização contra o coronavírus e registrou diminuição nas filas de UTI e no número de mortes pela Covid-19. Mas se o cenário em termos de saúde está menos crítico, na área econômica ainda há bastante a fazer. Não à toa, as principais entidades empresariais do Estado – Fiesc, Fecomércio/SC e Faesc se mostraram aliviadas com a volta à normalidade institucional.

E agora querem ter o apoio necessário para que a economia catarinense, que mesmo em tempos de pandemia vem se destacando na geração de empregos formais e contribuindo para resultados expressivos na arrecadação de impostos, possa deslanchar de vez.

E para isso, Moisés já informou que o governo prevê um aporte de R$ 250 milhões para a empresas com juros pagos pelo Estado, bem como a aprovação do auxílio emergencial para pessoas físicas em vulnerabilidade social. Uma reunião com técnicos da Fazenda, provavelmente amanhã, vai tratar do assunto.

O que se espera, agora, é que o governador arregace as mangas e consiga, como ele mesmo cobrou dos secretários, acelerar as entregas do governo à população.

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