Economia e a Covid-19

Divulgada com exclusividade pelo Grupo ND no fim de semana, a pesquisa da Lupi Associados mostrou que permanece inalterada a percepção da população sobre os problemas que a Covid-19 vão causar para a economia do país. A expressiva maioria considera “muito grande” o nível de impacto da pandemia. Em maio o percentual era de 71,5%. O percentual caiu para 64,9% em junho e voltou a subir, para 70,1%, em julho.

Neste mês, considerando a parcela que classifica o nível de risco como “grande”, o índice total chega a 95,7%. Apenas 3,9% dos entrevistados avaliam como “pequeno” o estrago econômico provocado pela disseminação do vírus no Brasil. A economia brasileira encolheu 1,5% no primeiro trimestre de 2020 em comparação aos últimos três meses do ano passado.

O baque registrado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) já foi reflexo da pandemia. Foi o pior resultado para o período desde o segundo trimestre de 2015, quando as riquezas tiveram queda de 2,1% em todo o país. A expectativa, segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, órgão vinculado à ONU, é que a economia do Brasil diminua 5,2% até o final deste ano.

Nesse cenário, a atuação dos governos, com medidas tributárias e fiscais, é fundamental para garantir uma retomada econômica sustentável e segura, com a recuperação a médio e longo prazo das vagas que foram fechadas no mercado de trabalho desde março. Desde que o vírus foi diagnosticado no país, mais de 8 milhões de pessoas perderam o trabalho. Estancar a escalada do desemprego, e evitar o agravamento da crise social, é ponto vital no chamado “novo normal” pós-Covid-19.

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