Economizar água

A estiagem no Sul do Brasil é diferente da seca enfrentada pelos estados do Nordeste. O verde por aqui sempre persiste e a perspectiva é de que a chuva volte em pouco tempo a recompor o nível dos rios. A frequência com que esses episódios vêm ocorrendo e a constante necessidade de investimentos para a ampliação da captação de água é que merece atenção da população. Cada dia que passa, temos que ir mais longe em busca da garantia do abastecimento e as campanhas de conscientização para o uso responsável parecem surtir pouco efeito na população.

O Brasil no quesito água é um país privilegiado. Tem quase 13% da água doce do mundo, com rios perenes que o cortam de norte à Sul. Mas nem toda essa água está disponível e se engana quem acredita que os governos terão condições de fazerem investimentos de forma permanente para atenderem a demanda do crescimento da população. O cenário fica ainda mais complicado quando percebemos que em outros países, que não possuem o potencial brasileiro, a preocupação com a conservação, purificação e distribuição da água é muito maior e já faz parte do dia a dia da população. Mesmo com todas as chances e potenciais, vamos ficar para trás.

A estiagem que atinge a região da Grande Florianópolis neste mês de julho e começo de agosto é mais um sinal de alerta, não apenas às nossas autoridades, mas para a população em geral. É preciso começar a se preocupar com o futuro e pequenos gestos, dentro de casa, fazem toda a diferença: procurar vazamentos, reduzir o tempo em que a torneira e o chuveiro ficam abertos, reutilizar a água de máquinas de lavar e da própria chuva, são apenas algumas possibilidades. A conservação da água para o futuro exige muito mais que economia. Exige uma mudança de hábitos e da cultura do brasileiro. Ou mesmo no Sul, há quem diga que sofreremos o mesmo que as populações nordestinas.

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