Educação é a prioridade

A greve de uma parte dos estudantes da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) deve perder força a partir de hoje. Ao menos dois motivos vão contribuir para que alunos voltem às salas de aula: o bom senso dos professores, que não aderiram à greve, e o descontingenciamento de R$ 8,3 bilhões para a educação anunciado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro. Nestes dez dias de paralisação, liderada por movimentos de representantes de partidos de esquerda, muitos estudantes que queriam participar das aulas foram impedidos e até ameaçados por grupo de radicais. Não há razão para a greve. O motivo oficial, defendido pelos alunos, é o bloqueio de R$ 59,3 milhões do orçamento anual da universidade. Esse valor, que entrou no desbloqueio divulgado ontem pela presidência da República, representa apenas 3,83% de um total de R$ 1,55 bilhão utilizado anualmente pela instituição. Outra crítica dos grevistas é sobre o Future-se. Para eles, as universidades perderão a autonomia. Embora a proposta do governo federal tenha alguns pontos que merecem questionamentos, não há embasamento para usar o Future-se como motivo para a paralisação. Os argumentos são frágeis. A universidade, considerada uma das melhores do país por sua qualidade de ensino, não pode servir de palanque partidário. É óbvio que todos, estudantes, professores e servidores, têm suas convicções políticas. Isso é democracia. Mas a defesa do partido A ou do B não pode ser feita dentro da sala de aula. A prioridade em universidades é a educação, e de qualidade.

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