Educar para incluir

Tarefas do dia a dia, como usar os talheres para comer, sentar-se em uma cadeira, escovar os dentes, segurar o celular, digitar no computador, aprender as primeiras palavras ou mesmo acenar parecem coisas corriqueiras.

Mas muitas vezes são desafios quase que intransponíveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, seja causa de nascença ou adquirida.

O 3 de dezembro foi instituído como Dia Internacional da Pessoa com Deficiência pela ONU (Organização das Nações Unidas) em outubro de 1992. A partir de então, a cada ano, nesta data, é estimulada uma reflexão sobre os direitos da pessoa com deficiência, em todas as instâncias.

Momento importante para uma reflexão e para tentarmos avançar e conscientizar a sociedade para a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos. Felizmente ficaram (ou deveriam ter ficado) no passado sentimentos como vergonha ou rejeição, que levavam as famílias a esconder os deficientes.

Mas mesmo diante de tantos avanços, ainda falta muito para conscientizar a população a pensar na inclusão desse segmento na sociedade, atuando com todo o seu direito de cidadão e influenciando em programas e políticas públicas que o afetem.

Uma das principais dificuldades para que a inclusão seja efetivamente uma realidade ocorre na educação. Implementar a educação inclusiva é um desafio.

Embora o direito à educação de todos em classes regulares esteja contemplado desde a Constituição Federal de 1988 – e mais recentemente tenha sido reforçado pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) – as equipes educacionais ainda carecem de capacitação específica, pois enfrentam desafios para conduzir um processo pedagógico numa realidade de estudantes com e sem deficiência.

Um dos bons exemplos vem da Prefeitura da Capital, que informou ontem um aumento de mais de 400 pessoas matriculadas na rede regular de ensino neste semestre, totalizando 1.700 alunos com algum tipo de deficiência ou autismo.

Observamos que a inclusão efetivamente se concretiza quando ouvimos depoimentos de crianças pequenas explicando aos pais que o coleguinha tem uma limitação física ou intelectual, o que os torna mais tolerantes e compreensivos.

Atitudes assim nos mostram como é importante a mudança de mentalidade acerca deste tema, pois ele não deve ser visto apenas sob a ótica das pessoas com deficiência e de seus educadores, mas da sociedade em geral.

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