Eleições americanas e o reflexo no Brasil

O mundo está de olho nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. A disputa entre Donald Trump e Joe Binden vai definir não só os rumos da maior potência econômica como também a linha de interação com diversos países. E o Brasil é uma das muitas nações interessadas no resultado.

Os dois líderes apresentam-se ao eleitor sob perfis bem diferentes, e a decisão que sairá do Colégio Eleitoral pode alterar a geopolítica do mundo, com reflexos em toda a comunidade internacional.

Cientistas e observadores políticos ouvidos por diversos veículos de comunicação afirmam que a hipótese de vitória de Trump, mais ligado à direita ultraconservadora, aponta para a manutenção das relações econômicas com o Brasil, devido ao alinhamento de Jair Bolsonaro com o presidente americano.

Em caso de triunfo do democrata Joe Biden, tido como político moderado de centro, as previsões são de que o Brasil terá problemas. Alguns analistas dizem que o governo brasileiro será mais cobrado a ter posições, principalmente no setor de meio ambiente, e poderia ter um maior isolamento no plano internacional.

Outros, com visões diferentes, afirmam que a situação não mudaria muito, pois o Brasil não é prioridade para a política externa americana. Mas é unânime a opinião de que qualquer mudança no comércio com o Brasil não deve ocorrer tão cedo.

Se o republicano Trump permanecer na Casa Branca pelos próximos quatro anos, a estimativa é de que haverá maior chance de um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e Brasil a ser fechado. Também pode haver uma possível entrada na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) – temas que têm sido foco do diálogo entre Trump e Bolsonaro.

Independente do resultado, essa eleição já entrou para a história. Pela primeira vez, há um visível interesse do eleitorado de se deslocar de casa para os pontos de votação.

Até as 18h de ontem, quase 101 milhões de eleitores já haviam votado com antecedência pelo correio, um recorde. Especialistas afirma que essa manifestação é motivada pela radicalização da disputa entre os dois grandes partidos – o Democrata e o Republicano -, que, desde a primeira eleição, em 1789, dividem o poder.

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