Em defesa da fiscalização

O resultado da blitz da Lei Seca realizada em Florianópolis na sexta-feira à noite e madrugada de sábado mostra que as forças de segurança precisam manter a regularidade da fiscalização para coibir motoristas que ainda pegam a direção depois da ingestão de bebidas alcoólicas. Durante as abordagens aos motoristas que entravam e saíam da Ilha de Santa Catarina os agentes da Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal e Polícia Militar autuaram 138 condutores embriagados.

O número é muito alto, preocupante, e merece reflexão por parte das autoridades e sociedade de modo geral É perceptível, sim, que todo o debate em torno do assunto e as campanhas realizadas desde que as normas ficaram mais rígidas mudaram comportamentos, mas precisamos avançar ainda mais. É inadmissível que muitas pessoas ainda cogitem ignorar a atual tolerância zero em relação ao consumo de bebidas alcoólicas.

E, claro, não é só pela multa, pesada, de R$ 2.934,70 aplicadas aos infratores. E também não pelas implicações legais decorrentes.  Mas, principalmente, pela irresponsabilidade e pelos riscos inerentes à combinação “álcool e direção” Em recente entrevista à NDTV, o policial rodoviário federal Luiz Graziano comentou sobre a necessidade de mudar uma cultura.

E que os graves acidentes causados por motoristas embriagados destroem famílias. Não se bebe mais em Santa Catarina do que nos outros Estados. A liderança de flagrantes no país é explicada pela fiscalização ostensiva, que deve a ser mantida pelos policiais rodoviários, no caso da Capital, também pela Guarda Municipal.

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