Enredo contra a injustiça social

Num país com cerca de 13 milhões de desempregados e um dos maiores abismos sociais do planeta, a trajetória do padre Vilson Groh, da Capital, serve de referência a poder público e iniciativa privada. Não é à toa que o trabalho exercido há 40 anos nas comunidades da Grande Florianópolis tenha servido de inspiração para o sambaenredo que a Embaixada Copa Lord vai levar à passarela Nego Quirido no Carnaval 2020. Sob a égide da empatia – colocar-se no lugar do outro realmente derruba barreiras – o brusquense nascido há 65 anos ensina que a construção de pontes entre os vários setores é caminho poderoso para aplacar a injustiça social. “Não queremos tirar o papel do Estado, mas criar essa esfera pública, não estatal, de controle social. E construir um projeto macro no micro, que é a cultura da paz. E não há paz se não há justiça social”, falou ao ND em reportagem publicada no fim de semana. Criado há três décadas no maciço do Morro da Cruz, o IVG (Instituto Vilson Groh) vem deixando legados importantes – como a importância da educação, da participação coletiva e da liberdade – na busca por uma cidade mais humana e solidária. E, com isso, acaba arregimentando, num trabalho de formiguinha, apoiadores das mais variadas vertentes que acreditam efetivamente na ideia da construção coletiva. Em meio a um quadro generalizado de intolerância – no Brasil e no mundo -, as “redes” do IVG mostram que existe luz no fim do túnel. Nosso desafio é superar as diferenças, todas e quaisquer que existam, em prol de um bem maior que tenha como benefício a coletividade.

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