Esperança e alívio

Análise do Banco Central sobre a atividade econômica no primeiro trimestre é um alento para os brasileiros e para o país, todos envolvidos numa crise gerada pela pandemia de Covid-19.

Conforme a instituição, a economia teve uma evolução maior do que a esperada. Das cinco regiões do Brasil, quatro apresentaram crescimento: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste; apenas o Norte teve recuo.

O estudo consta do Boletim Regional, publicado trimestralmente, e que traz a evolução, por região, de indicadores que repercutem as decisões de política monetária, como produção, vendas, emprego, preços, comércio exterior, entre outros.

A maior expansão da atividade econômica foi registrada no Sul. A região cresceu 2% no primeiro trimestre, beneficiada pelo agronegócio. Esse crescimento favorece, indiretamente, os investimentos, em especial, em máquinas e equipamentos. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul são Estados com enorme potencial agrícola.

O Banco Central destacou que a recuperação econômica no Sul, apesar de incertezas, deve prosseguir com o desempenho positivo do agronegócio e a esperada normalização das cadeias produtivas no setor industrial, outro ponto forte dos três Estados.

Não é novidade que a pandemia fez os brasileiros mudarem os hábitos de consumo. E isso tem influência direta na economia, que sinaliza uma resistência no processo de recuperação. O menor consumo impôs forte parada no sistema produtivo, com desabastecimento em alguns setores.

Porém, o Banco Central avalia que os novos pagamentos do auxílio emergencial, a normalização da taxa Selic (atualmente em 3,5% ao ano) e a redução do impacto da pandemia, com mais pessoas vacinas, devem sustentar a retomada do crescimento.

Esse cenário apresentado pelo Banco Central representa esperança para os brasileiros, que pode se transformar em alívio com a chegada de mais vacinas e mais pessoas vacinadas.

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