Esperança renovada

O avanço da vacinação contra a Covid-19 em Florianópolis renova a esperança de moradores em meio a uma pandemia que parece não ter fim. Já são 14 meses de angústia, de apreensão e de perdas por causa da doença.

Nesse período, passamos por momentos muito difíceis, com o aumento do número de infectados, de mortes e a escassez de leitos de UTI nos hospitais. A Capital contabiliza mais de 142 mil pessoas que receberam ao menos a primeira dose.

A campanha de vacinação está dentro do cronograma e a maior parte dos públicos-alvo atuais foi vacinada. O total equivale a 28% da população de Florianópolis, número maior do que a média nacional, que está em 19,4%.

Isso não significa, entretanto, passe livre para diminuir os cuidados no combate ao coronavírus. Pelo contrário. Se o índice de contágio está caindo é porque a população também entendeu a gravidade do problema e passou a seguir as regras mais rígidas de distanciamento e higienização.

Obviamente que sempre haverá pessoas negligenciando a Covid-19, se aglomerando em locais públicos e não usando máscaras, como vem acontecendo nas festas oficiais ou clandestinas que são alvos da fiscalização.

Na verdade, estamos falando de comportamento social e ele não pode ser regrado, pois trata-se de uma escolha peculiar. O que não se pode é desconsiderar os riscos oferecidos pela doença – em todo o país, 448 mil pessoas morreram por Covid.

Embora os números de vacinados e a queda na taxa de ocupação de leitos de UTI, que está em 83,01% – conforme dados do covidômetro da prefeitura, dos 251 leitos, 210 estão ocupados -, tragam esperança, cabe ressaltar que o cenário ainda é preocupante.

Florianópolis tem, neste momento, 159,5 mil casos sob suspeita e 542 infectados em fase de transmissão (ativos). Que sigamos firmes nessa luta, pois com a aceleração da vacinação, mais pessoas ficarão imunes à doença.

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