Espiral do desconhecido

Na semana que vem, mais precisamente no dia 26, chegaremos aos seis meses de confirmação do primeiro caso oficial do coronavírus no Brasil. Seis meses em que a vida caiu em uma espiral sem precedentes. E o Brasil, que entrou para as estatísticas quando o vírus já havia chegado a mais de 70 países, em uma velocidade impressionante assumiu a segunda colocação na contagem de infectados e mortos, atrás apenas dos Estados Unidos.

Em Santa Catarina, um dos cinco Estados em que a bandeira vermelha de risco ainda está hasteada, a população vive há cinco meses sob a vigência de decretos estaduais e municipais, alguns ainda em vigor. O Estado foi um dos primeiros do país a adotar condutas preventivas como o isolamento social e a determinação de uso de máscaras, além, obviamente, das fartas orientações sobre medidas de higiene.

Com 121.660 casos confirmados e mais de 1,8 mil mortes, ainda é muito cedo para se afirmar se as medidas foram certeiras ou não. Aliás,
tudo o que se refere à Covid-19 é ainda incerto como a doença e as pesquisas em torno das esperadas vacinas.

A economia logo sentiu os reflexos negativos de algumas medidas. A doença não só congestiona o sempre sobrecarregado sistema de saúde como também coloca à prova as relações sociais e familiares e até mesmo a rede de educação. Se algumas empresas tiveram prejuízos, outras conseguiram resultados positivos e empreendimentos surgiram com as novas demandas provocadas pelo novo estilo de viver.

Ver oportunidades em meio ao caos é uma forma positiva de encarar os problemas e até mesmo reforçar a imunidade. E neste cenário nebuloso, entre opiniões a favor e contra as medidas adotadas, e algumas atitudes destemperadas, não seria exagero dizer que todas têm em comum uma coisa: a valorização da vida.

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