Esquema criminoso

A força-tarefa que envolve MPSC (Ministério Público de Santa Catarina, TCE (Tribunal de Contas de Santa Catarina) e Polícia Civil e resultou na Operação Oxigênio, com 35 mandados de busca e apreensão e confisco de bens, confirmou as denúncias reveladas pela imprensa em Santa Catarina.

Reportagem do site The Intercept apontou as irregularidades na compra do governo do Estado de 200 respiradores com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, com dispensa de licitação e sem a exigência de qualquer garantia e sem as mínimas precauções quanto à verificação da idoneidade e da capacidade da empresa vendedora, a Veigamed.

Na sequência, o Grupo ND fez novas denúncias, como a de um empresário de Joinville que recebeu pedido de propina de R$ 3 milhões, entrevistou com exclusividade a servidora da Secretaria da Saúde exonerada da função administrativa e apresentou fatos novos no desastrado processo de negociação dos respiradores.

As investigações dos três órgãos públicos identificaram fraude no processo de aquisição dos respiradores, mediante um sofisticado esquema criminoso que envolveu a corrupção de agentes públicos, falsidade ideológica em documentos oficiais, criação de empresas de fachada administradas por interpostas pessoas e lavagem de dinheiro. São constatações graves. Embora o procurador-geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, tenha afirmado que não há indícios de envolvimento do governador na compra dos respiradores, a imagem do governo Moisés está manchada. Dois secretários, da Saúde e da Casa Civil, pediram demissão.

Na Alesc, há ao menos três pedidos de impeachment do governador, e uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a negociação está em andamento.

A crise política no governo do Estado está instalada. Pressionado, Moisés, um político inexperiente e despreparado, eleito na esteira de Jair Bolsonaro, terá muitas dificuldades para governar. Infelizmente, quem perde mais nesse momento é a sociedade catarinense.

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