Estímulo à economia

A quarta-feira, 6 de maio, foi um dia histórico para o Brasil. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, para 3% ao ano, o menor patamar da história. É uma experiência nova para o Brasil, acostumado com taxas de juros altas e instabilidade econômica. No final de 2016, a taxa estava em 14,25%. Essa redução já era esperada pelo mercado, mas em intensidade menor. O corte de 0,75% vai contribuir para conter o impacto da pandemia, estimular a economia.

A atividade econômica foi impactada com a grande restrição no fluxo de comércio, serviço e pessoas. Projeções de economistas e operadores do mercado financeiro indicam que a economia brasileira terá retração de 3,76% em 2020. O FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial estimam retração igual ou superior a 5%.

Agora espera-se que os grandes bancos também reduzam as taxas de juros nos empréstimos a pessoas e empresas. Se a queda na Selic não levar à diminuição das taxas pagas por pessoas e empresas, os efeitos sobre o consumo e os investimentos não se alteram. E a população vai sentir por mais tempo a crise econômica.

As medidas de isolamento começaram a ganhar força nos Estados na segunda quinzena de março. Conforme as projeções de economistas, o maior impacto deverá ser sentido no final de maio em diante. Ainda é incerto o prazo das medidas e a intensidade do efeito que isso poderá provocar na economia, mas já há uma prévia com a perda de emprego e o fechamento de empresas.

Mas o governo federal está atento à essa movimentação e, com as medidas econômicas definidas, como financiamentos em diversas áreas, auxílio emergencial e linhas de crédito, trabalha para reduzir o impacto da crise. Consertar a economia depois da pandemia será uma tarefa árdua para a equipe do Ministério da Economia. Vai exigir empenho, conhecimento e criatividade.

+

Editoriais