Farra do boi não é cultura

Considerada crime desde 1998, a farra do boi ainda persiste, principalmente nas comunidades do litoral catarinense.  Os “farristas” escolhem lugares isolados e pagam valores altos pelos animais. Acreditam que, escondidos, sairão impunes, com argumentos de que se trata de uma tradição.

Essa tradição ficou para trás, é uma prática do passado, que não cabe mais nos tempos atuais. Como diz a campanha da Prefeitura de Florianópolis, farra do boi é tortura. Não é cultura. A sociedade já percebeu que não pode conviver com a farra. Nos últimos anos, a Polícia Militar tem intensificado a fiscalização. O ato de violência contra bois ainda ocorre, mesmo que em menor quantidade em comparação com épocas passadas.

A origem da farra remonta da cultura açoriana. No domingo (1º), um homem e um adolescente foram flagrados na prática ilegal e foram presos, em Governador Celso Ramos. A luta contra a farra do boi denuncia o sofrimento dos animais, as agressões, todo o estresse ao qual são submetidos. Por isso o avanço da fiscalização e das denúncias da população é fundamental.

Não podemos nos esquecer que, até a Páscoa, inúmeras farras podem ser organizadas e PM e sociedade precisam estar atentas. O melhor caminho é denunciar, chamar a Polícia Militar e exigir a presença das autoridades. Enquanto os farristas não forem enquadrados na lei e devidamente punidos, a prática será perpetuada. E se eles continuarem encontrando apoio em suas comunidades, da mesma forma. Farra do boi é crime. É tortura.

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