Festa da democracia

Apesar de ser uma eleição diferente este ano, a votação transcorreu sem incidentes mais graves em todo o país, foi marcada por grande normalidade. Os problemas registrados foram os mesmos de sempre, como falhas em urnas eletrônicas, prisões de candidatos (por boca de urna e divulgação de propaganda), brigas e ameaças e muita sujeira na maioria das cidades.

]Aliás, a prática de despejar santinhos perto dos locais de votação durante a madrugada precisa ser proibida e os responsáveis punidos com mais rigor. A papelada não tem resultado prático, pois o eleitor não define o voto a caminho da votação juntando um pedaço de papel do chão, além do alto custo da limpeza.

Na maioria das cidades, as eleições foram tranquilas, com eleitores respeitando as regras sanitárias e o distanciamento. Em alguns locais, foram registradas aglomerações, principalmente onde houve mudança nos locais de votação.

As poucas exceções de praxe nos mostram que ainda há indivíduos mal preparados para conviver com as diferenças, com ideias e opiniões distintas das suas e desrespeito aos cuidados para se evitar o contágio do novo coronavírus. Contudo, de modo geral, o processo eleitoral transcorreu bem, com civilidade e muita vontade de exercer o papel de cidadão.

Agora vem o pós-eleição. Prefeitos eleitos terão um imenso desafio pela frente, pois a pandemia afetou profundamente a arrecadação dos municípios. Sobrecarregados de tarefas e responsabilidades, muitos dos eleitos vão administrar mais crises do que obras, mais cortes no orçamento do que projetos.

Encontrar saídas para esse tipo de impasse é a tarefa de quem foi escolhido para comandar os municípios e que ainda serão definidos em segundo turno. Por mais que esteja desgastada, a política é que define os rumos das cidades e dos cidadãos.

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