Fiscalizando a rebeldia

Governo do Estado informa que em cerca de 20 dias foram realizadas mais de 48,1 mil fiscalizações em todo o território catarinense desde que novas medidas restritivas contra a propagação da Covid-19 foram adotadas.

O balanço referente ao último fim de semana, o terceiro com espaços públicos fechados para reforçar o #fiqueemcasa, aponta mais de 7 mil fiscalizações realizadas pelas polícias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, que resultaram em 24 interdições, 55 prisões e 335 termos circunstanciados. A este grupo também somam-se fiscalizações promovidas por guardas municipais e equipes da Vigilância Sanitária.

Passado um ano de vida sob decretos e restrições, na tentativa de driblar o vírus que se revela cada vez mais forte e mortal, a sociedade se divide entre os que são a favor de isolamento total e entre os que sabem que para garantir o pão de cada dia é necessário sair para a rua, produzir.

Opiniões pessoais à parte, o que é unânime nesta rede sem fim de informações e desinformações é que todos querem mais é viver. E cada um a seu modo. Mas quando observa-se números tão expressivos e a necessidade de uma força-tarefa da área de segurança ter que sair às ruas e bater em determinadas portas para orientar o que todo mundo já sabe é que percebe-se que uma certa rebeldia adolescente toma conta de muitos adultos.

Felizmente, apesar de tantos flagrantes de aglomerações, como uma espécie de “desobediência civil”, em alguns municípios foi observado um percentual maior da população respeitando as normas.

Caso de Joinville, onde o secretário de Proteção Civil e Segurança Pública, Paulo Rogério Rico, analisa este respeito às regras como fundamental para superarmos a gravidade da situação.

Então, enquanto a vacina não chega para todas as faixas etárias e categorias profissionais, mais do que imposições governamentais, que tal um pouco de bom senso?

É muito desperdício de material humano se colocar um contingente na rua, profissionais que estão arriscando suas próprias vidas, para fiscalizar os rebeldes de plantão. Quantas vacinas seria possível comprar com os recursos públicos empreendidos nesta fiscalização?

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