O ecossistema mais próximo

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste sábado (5), leva a uma reflexão sobre a situação do planeta e o papel do cidadão, das organizações civis e dos órgãos públicos na conservação e preservação dos nossos ecossistemas.

Especialistas dizem que a devastação chegou a um nível tão crítico que não se pode contar com uma regeneração natural: é preciso, portanto, ações sistemáticas e permanentes que recuperem áreas desmatadas e degradadas. Em outras palavras, a humanidade precisa virar o jogo quando se fala em garantir sustentabilidade.

Alguns indicadores preocupam e apontam para desafios gigantescos. Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que acabam de ser divulgados mostram, por exemplo, que o desmatamento na Amazônia Legal em maio é o maior registrado desde 2016 – início da série histórica.

A área de 5 milhões de quilômetros quadrados representa 59% de todo o território nacional. Imagens de satélite também revelam que o desmatamento em Santa Catarina cresceu 25% entre 2019 e 2020 – foram 887 hectares atingidos, o que coloca o Estado em quarto lugar na lista de unidades da federação que mais devastaram áreas da Mata Atlântica.

A capital catarinense, que tem o expressivo percentual de 25% da área total em unidades de conservação, precisa continuar enfrentando com vigor as invasões irregulares que levam ao caos urbano e à deterioração dos recursos naturais.

O tema é complexo, mas, ao mesmo tempo, tangível. Envolve desde orçamentos bilionários e a discussão em torno da adesão das nações ao Acordo de Paris – para combater, entre outras coisas, o aquecimento global – ao microcosmo de cada comunidade.

Afinal, a pauta ambiental passa, acima de tudo, pela conscientização de que todos podem contribuir de alguma forma nos mais triviais hábitos do cotidiano. E que cada decisão tem impacto no ecossistema mais próximo.

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