Foliões fora de hora

Com o cancelamento dos eventos de Carnaval no país e do ponto facultativo, profissionais da Vigilância Sanitária estão se desdobrando para conter a irresponsabilidade dos foliões que insistem em participar de festas clandestinas e aglomerações em cidades onde a festa de Momo é tradicional.

Desde sexta-feira, multidões sem máscaras foram flagradas em praias, ruas e bares. Em Santa Catarina, os registros ocorreram em Florianópolis e Imbituba. Na Capital, a Guarda Municipal interrompeu um baile
funk no morro do Mocotó, com cerca de 300 pessoas. No litoral Sul, uma casa noturna na praia do Rosa precisou ser interditada após promover aglomerações.

Nenhum dos locais interditados e pessoas que se aglomeram não seguem as determinações estabelecidas por decretos municipais e estaduais para evitar a propagação do coronavírus. O que impressiona, negativamente, é
que quase um ano do início da pandemia parte da sociedade insiste em desrespeitar as normas vigentes.

Se a sociedade não colaborar, os governos não darão conta sozinhos da situação, que vem se agravando em algumas regiões. Sem contar o ritmo
lento da vacinação contra a Covid-19.

O governo de Santa Catarina já anunciou que quer acelerar a imunização. “Precisamos vacinar três vezes mais rápido”, reconheceu o secretário de Estado da Saúde, André Mota Ribeiro, em entrevista aos veículos de comunicação do Grupo ND, na última sexta-feira (12).

A informação sobre os perigos do contágio, as complicações da doença e os cuidados que precisamos ter para conter o avanço estão a todo momento na mídia.

A população sabe de cor e salteado o que precisa ser feito. Mas tem gente que insiste em desrespeitar as orientações das autoridades em saúde porque não aprendeu até agora o significado de esforço coletivo ou porque se acha acima da doença que já matou quase 240 mil pessoas no Brasil.

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