Foliões ou vândalos?

Os atos de vandalismo contra o patrimônio público, leia-se praça 15, não ficarão impunes. A sujeira e a destruição deixadas por foliões que participaram de bloco carnavalesco e uma festa dentro da praça no fim de semana são alvos do Ministério Público de Santa Catarina, que instaurou inquérito civil para apurar a responsabilidade desses atos. Além do prejuízo financeiro para a limpeza e a recuperação dos jardins, a falta de educação dessas pessoas tem um impacto negativo na imagem de Florianópolis. O vandalismo pode afetar ainda a parceria público-privada. Adotante da praça 15 há 10 anos, a Lojas Koerich, responsável pela conservação e manutenção do espaço, classificou como “infeliz episódio” que transformou em retrocesso todo o trabalho e o investimento desenvolvidos pela empresa. A Koerich, que já investiu na recuperação da centenária figueira, nas podas de árvores, dos bancos do petit pavè, na jardinagem e na restauração do coreto, tudo em benefício do município, nesse momento estuda a permanência como adotante da praça 15. Se isso ocorrer, é uma grande perda para a população. Infelizmente, a depredação do patrimônio público e o descarte irregular de lixo não foram exclusividade do último bloco do Carnaval de Florianópolis. Após cada noite de folia no Centro, toneladas de resíduos precisavam ser retiradas das ruas. O prejuízo aos bens públicos só não foi maior porque a prefeitura cercou com tapumes os principais prédios históricos e a própria praça 15. Além de conscientização, falta espírito de coletividade e respeito e zelo pelo patrimônio público. Quando há depredação, quem paga pelo prejuízo somos todos nós, cidadãos.

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